Sempre que passava pela Pampulha as casas me chamavam mais atenção do que qualquer coisa, então o Museu e a Casa do Baile sempre ficavam em segundo plano. Após visitar esses lugares com a faculdade, mais do que vê-los eu os enxerguei, e confesso que senti um pouco de culpa por nunca ter dado a devida atenção a eles.
Pude perceber como Oscar Niemeyer fugiu de um padrão ao criar o complexo da Pampulha, inovando ao misturar curvas e retas, vidro e concreto, materias diferentes, unir o público ao privado e usar o jardim como uma moldura para suas criaçãoes, e não apenas como um complemento.
Entendi melhor os conceitos após a leitura do livro Lições de Arquitetura do Herman Hertzberger, como a parte da interação do público e do privado, o uso do vidro, intervalo, e irregularidades, e a relação do antigo cassino com a Vila Saboia de Le Corbusier.
Museu da Pampulha (Antigo Cassino)
Vila Saboia Le Corbusier
O que mais chamou a minha atenção no Museu foi o uso de azulejos na fachada posterior, pois quando pensamos em azulejos logo vem a imagem de uma cozinha, mas Niemeyer soube usar este artifício de forma inteligente, fazendo com que todos detalhes ficassem harmônicos.
Também fomos a Casa do Baile, e o que me impressionou foi que ela parece ser a mais "futurista" das construções. Nela também ha utilização de vidros, curvas, retas, materiais diversificados, e os mesmos azulejos do Museu. Gostei bastante de como Niemeyer "escondeu" a área de serviços e os banheiros na construção.Imagino o quanto deveria ser maravilhoso frequentar tanto a Casa do Baile, quanto o Cassino na época de suas inaugurações.
Vista noturna






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